Em um capítulo exclusivo de sua autobiografia final "O Último Ritual", obtido pela Billboard Brasil, Ozzy Osbourne abre seu coração sobre uma questão que tem acompanhado seus fãs nos últimos anos: o verdadeiro estado de sua saúde. O texto, intitulado "Há algo de muito errado com a saúde de Ozzy Osbourne", revela um homem em profunda reflexão sobre o envelhecimento, a doença e a passagem do tempo.

Aos 70 anos, o Príncipe das Trevas confessa um pensamento que surge repentinamente: "Quando a gente começa a se sentir velho?". Ele contrasta sua realidade atual com a imagem do pai, que faleceu mais jovem, e com sua própria percepção de ainda se sentir "basicamente jovem". Ozzy descreve sintomas concretos que marcam seu dia a dia: tremores nas mãos e pernas devido ao Parkinson, perda auditiva progressiva e problemas de memória de curto prazo que acompanham desde 1992.

Mas o rockeiro não se define apenas por suas limitações. Com orgulho, ele relembra sua energia em palco: conseguia correr por duas horas em Donington Park e performar clássicos como "War Pigs" e "Crazy Train" com precisão. A nostalgia dos tempos selvagens - como acordar no meio de uma rodovia ou "surfar" no teto de um teleférico - convive com a satisfação de momentos tranquilos na companhia de seus cães Wesley, Pickles, Elvis e Rocky.

Publicidade
Publicidade

Em suas próprias palavras, "em muitos aspectos, nunca estive tão bem fisicamente" - uma declaração que revela não apenas resiliência, mas uma complexa relação com o próprio corpo que envelhece enquanto o espírito do rock permanece vibrante. A autobiografia promete ser um documento íntimo de um ícone aprendendo a conviver com suas fragilidades sem perder sua essência.