A noite deste domingo (15) foi de expectativa e, ao final, frustração para os fãs do cinema brasileiro. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, encerrou sua participação na cerimônia do Oscar 2026 sem conquistar nenhuma das quatro estatuetas pelas quais concorria. A produção, que havia gerado enorme expectativa com uma campanha internacional aclamada, não repetiu o sucesso do Globo de Ouro, onde havia sido premiado.
O longa brasileiro estava na disputa em categorias de peso: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (para Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco, uma novidade nesta edição do prêmio da Academia. A preparação para a noite foi intensa no Brasil, com clima comparado ao de uma final de Copa do Mundo e até festas temáticas, como um concurso de sósias de Wagner Moura no Rio de Janeiro.
Na categoria de Melhor Filme Internacional, o representante do Brasil foi superado pelo norueguês Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier. Já na disputa por Melhor Ator, Wagner Moura, ovacionado pela crítica por seu papel como o professor Marcelo, viu o prêmio ir para Michael B. Jordan, pelo terror gótico Pecadores, de Ryan Coogler.
Em Melhor Direção de Elenco, o troféu ficou com Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que também levou o prêmio principal da noite, o de Melhor Filme. A ausência de estatuetas não apaga, porém, o brilho da trajetória internacional de O Agente Secreto. Antes do Oscar, a produção já havia consolidado sua relevância no Globo de Ouro, onde venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira e viu Wagner Moura conquistar o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama.
Apesar do resultado, a indicação em quatro categorias do Oscar já é um marco para o cinema nacional, mostrando que produções brasileiras podem alcançar reconhecimento e competir em pé de igualdade com grandes obras internacionais. A noite pode não ter terminado com estatuetas, mas certamente deixou um legado de visibilidade e orgulho para a indústria cinematográfica do Brasil.

