Com pouco mais de dois anos de formação em São Gonçalo (RJ), o trio Os Garotin assumiu um desafio de veteranos no palco do Corona Luau MTV: participar de um tributo a Cássia Eller. A missão exigiu equilibrar o respeito ao repertório icônico da cantora, que habita a memória afetiva de milhões, com uma abordagem autêntica que evitasse a simples imitação. Para o grupo, foi também uma valiosa oportunidade de expandir seu próprio público.

Na gravação em Maresias, litoral paulista, os vocais se uniram aos de Nando Reis em dois momentos emblemáticos: uma versão soul de “O Meu Mundo Ficaria Completo” e a catártica “Malandragem” – talvez a música mais popular de Cássia –, que contou ainda com a participação de Céu. As performances sintetizam a proposta do Luau: relembrar renovando, com arranjos e timbres que dialogam com a contemporaneidade.

Os Garotin enxergam Cássia Eller como uma referência fundamental. “Ela também era muito suingada, podia cantar tudo”, observa Anchietx. O vocalista do trio complementa: “A Cássia é, mais do que tudo, uma cantora de música brasileira. E a música brasileira é muito balançada. Ela passava pela energia do soul também”. Escolhida para encerrar o evento, “Malandragem” foi descrita por Cupertino como a canção ideal para finalizar shows: “Se você quer que todo mundo cante junto, toque ‘Malandragem’”.

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Apesar da juventude – Léo Guima tinha apenas dois anos quando Cássia faleceu, em 2001 –, os três integrantes compartilham uma coincidência afetiva: “Palavras ao Vento”, gravada pela homenageada em 1999, marcou suas infâncias, demonstrando como a música da artista transcende gerações e continua a inspirar novos talentos.