As orquestras de frevo, parte essencial da tradição musical pernambucana, surgiram no início do século XX com influências das bandas de fanfarra europeias e das big bands americanas. Formadas principalmente por instrumentos de sopro, como madeiras e metais, além de caixas e bumbo, elas são presença marcante no Carnaval. Nas últimas duas décadas, porém, essas formações passam por transformações significativas, incorporando novas sonoridades e abordagens.

Exemplos dessa renovação incluem a Spok Frevo Orquestra, que se baseia no jazz, e a Transversal Frevo Orquestra, liderada por César Michiles, que destaca a flauta – instrumento antes relegado a segundo plano. Já a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, sob a direção do carismático Maestro Forró, combina frevo com diversos ritmos, do pop a criações de matriz africana.

O Maestro Forró, criação de Francisco Amâncio da Silva, 51 anos, busca popularizar ainda mais o frevo com performances vibrantes e figurinos coloridos. "Ele é querido pelas crianças, por exemplo", destacou Silva em entrevista. A orquestra, descrita como uma "paulada sonora", prova que a inovação não compromete a força da tradição, mantendo viva essa expressão cultural única de Pernambuco.

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