INTRODUÇÃO: Duas décadas após os primeiros experimentos com metamateriais para "invisibilidade", a pesquisa em óptica avança para resolver um dos maiores gargalos da inteligência artificial atual: o consumo energético descomunal dos data centers. A startup Neurophos, nascida na Universidade Duke, está na vanguarda dessa revolução com um chip fotônico projetado especificamente para cálculos de IA.

DESENVOLVIMENTO: A empresa desenvolveu um "modulador de metassuperfície" com propriedades ópticas que funcionam como um processador tensor especializado para multiplicação de matrizes, operação fundamental em inferência de modelos de IA. Segundo a Neurophos, ao agrupar milhares desses moduladores em um único chip, sua "unidade de processamento óptico" alcança velocidade significativamente maior e eficiência energética superior às GPUs de silício atuais. O financiamento de US$ 110 milhões em uma Série A, liderada pela Gates Frontier de Bill Gates e com participação da M12 da Microsoft, entre outros, impulsionará o desenvolvimento dessa tecnologia.

CONCLUSÃO: Embora os chips fotônicos enfrentem desafios históricos de miniaturização e produção em massa, a solução da Neurophos representa um avanço concreto rumo à computação sustentável em escala. Se bem-sucedida, a tecnologia poderá reduzir drasticamente o custo operacional e ambiental da IA, tornando a inferência mais acessível e eficiente para hyperscalers e laboratórios de pesquisa em todo o mundo.

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