Na madrugada desta sexta-feira (5), uma ação de inteligência da polícia paulista resultou na maior apreensão de drogas do ano na região de Americana. Um homem de 33 anos foi preso ao transportar 1,5 tonelada de maconha no km 11 da rodovia Comendador Américo Emílio Romi, em Santa Bárbara D'Oeste, interior de São Paulo.

A prisão foi realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Americana durante a Operação Samurai, que tem como objetivo fiscalizar e combater o tráfico de drogas na região. De acordo com as investigações, o caminhão fazia o transporte de drogas entre cidades do interior do estado para a região nordeste do país, e o suspeito receberia um pagamento pelo serviço.

O veículo era investigado há cerca de dois meses e passou a ser monitorado pelo sistema de câmeras do projeto Muralha Paulista. Quando o caminhão foi identificado, uma equipe foi até a rodovia e realizou a abordagem ao motorista. A carreta foi escoltada até a sede da Dise, onde durante a vistoria foram encontrados dois mil tijolos de maconha em meio a uma carga de banheiros químicos. Segundo os investigadores, a droga é avaliada em R$ 2,3 milhões.

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O caso foi registrado na Dise de Americana como tráfico de drogas e localização e apreensão de veículo. O indiciado permaneceu à disposição da Justiça, sendo encaminhado à Cadeia Pública de Sumaré.

A tecnologia tem sido uma aliada importante no combate ao tráfico. O Muralha Paulista, que utiliza câmeras de videomonitoramento para combater a mobilidade criminal, tem impulsionado as apreensões de drogas nas rodovias do estado. Somente pela Polícia Militar Rodoviária, foram apreendidas entre janeiro e outubro deste ano 117,1 toneladas de drogas. Em todo o ano passado, foram 106 toneladas apreendidas.

As câmeras do programa identificam se o veículo possui queixa de furto ou roubo ou se são suspeitos de transportar drogas por meio do monitoramento de placas. O sistema também ajuda na captura de procurados pela Justiça. Atualmente, 93 mil câmeras de 340 municípios estão conectadas ao sistema que impulsiona as ações de inteligência da polícia. Do total de câmeras, 66 mil são de monitoramento em tempo real, 20 mil fazem leitura automática de placas e 7 mil operam com reconhecimento facial. Outros 263 municípios já aderiram ao programa e estão em fase de integração.

Esta operação reforça como a combinação de trabalho investigativo tradicional com tecnologia de ponta tem gerado resultados significativos no enfrentamento ao crime organizado no estado de São Paulo.