A segunda fase da Operação Pretorianos cumpriu, nesta quinta-feira (29), mandados de prisão contra dois policiais militares aposentados, suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à corrupção ativa. Os alvos da ação faziam parte da segurança de familiares do contraventor Rogério de Andrade, que atualmente cumpre pena em penitenciária federal.
A denúncia foi apresentada à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ). Em comunicado, o MPRJ informou que os mandados de prisão obtidos pelo Gaeco foram cumpridos em endereços na cidade do Rio de Janeiro e na Penitenciária Federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).
Os presos foram identificados como Marcos Antonio de Oliveira Machado, conhecido como Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, apelidado de Carneiro. Ambos integravam a equipe de segurança pessoal do contraventor e prestavam serviços diretos a Rogério de Andrade e a seus familiares. As prisões ocorreram na manhã desta quinta-feira (29).
De acordo com o Gaeco, Carlos André foi denunciado por, em conjunto com Rogério de Andrade, subornar um policial militar da ativa. O objetivo era obter informações sigilosas sobre operações policiais e direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos criminosos rivais. Essa prática caracteriza corrupção ativa e revela a sofisticação da organização criminosa, que buscava se proteger e eliminar concorrentes no mercado ilegal de jogos de azar.
A Operação Pretorianos evidencia os esforços das autoridades para combater redes criminosas entrincheiradas no estado do Rio de Janeiro, especialmente aquelas que envolvem ex-agentes de segurança pública. A prisão de Rogério de Andrade, em 2023, já havia sido um marco nesse enfrentamento, mas a segunda fase da operação mostra que as investigações seguem aprofundando as conexões entre o crime organizado e figuras ligadas à segurança.
O caso também se conecta a um contexto mais amplo de violência e criminalidade no Rio. Notícias recentes, como o aumento de 44,2% no número de pessoas mortas a bala após uma megaoperação, destacam os desafios persistentes na segurança pública. Enquanto isso, outras operações nacionais, como a prisão pela Polícia Federal de um suspeito de planejar atentado terrorista em São Paulo, mostram a diversidade de ameaças que as forças de segurança enfrentam no país.
Para os moradores do Rio de Janeiro, a Operação Pretorianos traz à tona a complexa relação entre crime, corrupção e instituições públicas. A atuação do Gaeco/MPRJ, em parceria com órgãos como a CSI/MPRJ e a Corregedoria da PM, sinaliza um esforço coordenado para desmantelar estruturas criminosas que se aproveitam de brechas no sistema. No entanto, especialistas alertam que a eficácia de tais operações depende de continuidade nas investigações e de medidas preventivas para evitar a reincidência.
As informações detalhadas sobre a operação podem ser acompanhadas no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, que tem coberto o desdobramento do caso. A sociedade aguarda os próximos passos da Justiça, que incluirão a análise das provas coletadas e possíveis novas fases da operação, visando a responsabilização de todos os envolvidos na organização criminosa.

