Uma operação da Polícia Civil de Niterói, deflagrada nesta sexta-feira (20), está investigando um grupo virtual que compartilhava conteúdos criminosos, incluindo pornografia infantil, cenas de extrema violência e materiais homofóbicos e racistas. A ação, batizada de "Operação Pueri in Periculum", que em latim significa "Crianças em Perigo", tem como alvo combater crimes de aliciamento e assédio sexual contra menores.

As investigações começaram após uma denúncia recebida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA-Niterói). Durante a apuração, os agentes identificaram três administradores de um grupo com mais de 500 integrantes, onde eram compartilhados os materiais ilícitos. Alunos de uma escola da Região Oceânica de Niterói foram adicionados ao grupo sem consentimento, expondo-os a conteúdos altamente prejudiciais.

Nesta sexta-feira, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços dos administradores do grupo. A operação busca reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos. Há indícios de que estudantes de outras unidades escolares da cidade também tenham sido adicionados ao grupo virtual criminoso.

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Em nota, a Polícia Civil reforçou a importância do diálogo entre pais e responsáveis com seus filhos sobre os riscos no ambiente virtual. "A Polícia Civil reforça a importância de que pais e responsáveis mantenham diálogo aberto com seus filhos sobre os riscos no ambiente virtual, estimulando a confiança para que relatem qualquer situação suspeita. Diante de indícios de irregularidade, a orientação é procurar a Polícia Civil e a direção da escola para que as medidas cabíveis sejam adotadas", diz o comunicado.

O caso se soma a outras ações recentes no combate a crimes digitais contra crianças. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a "ronda virtual" em busca de pornografia infantil, e a Polícia Federal (PF) prendeu um homem que disseminava esse tipo de conteúdo na dark web. Essas medidas refletem o aumento da preocupação com a segurança de menores no ambiente online, onde predadores se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas.

A operação em Niterói destaca a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades e da sociedade. Com a popularização de redes sociais e grupos de mensagens, criminosos encontram novas formas de abordar e aliciar jovens, tornando essencial que escolas e famílias estejam atentas a qualquer sinal de comportamento suspeito.

Os investigados agora respondem por crimes como aliciamento de menores, assédio sexual e compartilhamento de pornografia infantil, que podem levar a penas severas conforme a legislação brasileira. A polícia continua as investigações para mapear a extensão da rede criminosa e garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados.