Nesta quinta-feira (5), as polícias Civil e Militar de São Paulo realizaram o "Dia D" da Operação Mulher Segura 2026, uma ação integrada entre as forças de segurança estaduais e o Ministério da Justiça com foco no combate à violência contra a mulher. A mobilização resultou na prisão de 128 pessoas no estado, entre flagrantes e cumprimento de mandados judiciais, além da apreensão de armas de alto poder ofensivo, incluindo um fuzil.
A operação contou com a participação de 1.769 policiais civis, apoiados por 736 viaturas, em 258 municípios paulistas. O objetivo principal foi o cumprimento de mandados de prisão contra investigados e condenados por crimes previstos na Lei Maria da Penha. Paralelamente, a Polícia Militar desenvolveu a ação em conjunto com a Operação Impacto, que envolve 11 mil policiais diariamente com enfoque no atendimento de ocorrências de violência contra a mulher.
As prisões ocorreram por crimes como ameaça, descumprimento de medidas protetivas de urgência, estupro e feminicídio. Entre os detidos está um cozinheiro de um restaurante suspeito de dopar e estuprar duas colegas de trabalho. A investigação, que resultou em mandado de prisão preventiva, foi conduzida pela 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da capital paulista.
Além das prisões, a operação resultou na apreensão de um arsenal durante ação da DDM de Botucatu. Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal da cidade e localizaram duas pistolas Glock semiautomáticas (calibres .380 e .40), um fuzil Taurus calibre 5,56 e diversas munições em posse de um investigado por violência doméstica.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado é CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador). Apesar de as armas estarem regularizadas, o material foi apreendido para garantir a proteção integral às vítimas, conforme previsto na Lei Maria da Penha. A operação reforça o compromisso das autoridades com a segurança das mulheres em todo o estado de São Paulo.

