Policiais civis da 4ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Condomínios e Residências (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), realizaram nesta segunda-feira (9) uma operação na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, contra uma organização criminosa especializada em roubos a residências. A ação resultou na prisão de três homens que integravam a quadrilha de um criminoso preso em setembro do ano passado, apontado como um dos maiores ladrões de casas do estado.

Durante a operação, dois dos alvos estavam armados no momento da prisão. Um deles já era procurado pela Justiça. Os policiais apreenderam dois veículos e uma motocicleta utilizados pela quadrilha para os deslocamentos durante a prática dos crimes. A ação contou com o apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Grupo Especial de Reação (GER) e do Serviço Aerotático (SAT).

As investigações sobre as atividades da quadrilha vinham se desenvolvendo há meses. Segundo as informações apuradas pela polícia, os assaltos aconteciam principalmente em imóveis de bairros nobres da capital paulista. A organização criminosa tinha como base a comunidade de Paraisópolis, situada a poucos quilômetros de muitos dos locais onde os crimes eram praticados.

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O criminoso considerado líder da quadrilha foi preso em setembro de 2025, quando tinha 41 anos. Ele foi encontrado em um imóvel na região de Paraisópolis e era foragido por crimes como roubo, formação de quadrilha e porte ilegal de armas. Na época, o Deic informou que o criminoso constava em pelo menos 14 inquéritos instaurados pelas autoridades policiais desde 2016.

Queda de 27% nos crimes contra residências

Enquanto as operações policiais avançam, o estado de São Paulo registrou uma redução significativa nos casos de roubos e furtos a residências. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram uma queda de 27% no último ano, com 11,2 mil ocorrências a menos em comparação com 2024.

No ano passado, foram registrados 31 mil crimes desse tipo entre janeiro e dezembro. A maior parte foi de furtos (29 mil casos), com pouco mais de 1,9 mil roubos. No mesmo período de 2024, a Polícia Civil havia registrado 42,9 mil boletins de ocorrência em todo o território paulista.

Segundo analistas de segurança, a queda nos índices é consequência direta das investigações aprofundadas e do uso de ferramentas de inteligência que ajudaram as Polícias Civil e Militar a identificar e prender quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. Além disso, o reforço no policiamento em áreas específicas, com base no registro de ocorrências, tem frustrado a ação de criminosos.

Capital também registra redução

A cidade de São Paulo acompanhou a tendência estadual e também registrou queda nos números de roubos e furtos a residências. No último ano, aconteceram 4,2 mil crimes desse tipo na capital, ante 5,4 mil registrados entre janeiro e dezembro de 2024.

A operação em Paraisópolis representa mais um capítulo no combate às organizações criminosas especializadas em crimes contra o patrimônio residencial. As autoridades de segurança pública destacam que a integração entre diferentes unidades policiais e o uso de tecnologia têm sido fundamentais para os resultados positivos no enfrentamento a esse tipo de criminalidade.