A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação nesta segunda-feira (5) em uma adega localizada no bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista. A ação foi motivada pela morte de uma adolescente de 15 anos, ocorrida no último final de semana. A jovem teria ingerido bebida alcoólica comprada no estabelecimento, e há suspeitas de que a bebida estava adulterada com metanol, uma substância tóxica que pode ser fatal mesmo em pequenas quantidades.

No entanto, durante a operação, o proprietário da adega acabou sendo preso não diretamente pela venda da bebida suspeita, mas por ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício, conforme informado pela Polícia Civil. Apesar disso, as investigações seguem para apurar se as bebidas comercializadas no local estavam de fato adulteradas e se essa adulteração pode ter levado à morte da adolescente.

A jovem faleceu após consumir bebidas alcoólicas durante as celebrações da virada do ano. A causa exata da morte ainda está sendo apurada pelo Instituto Médico Legal (IML), que realiza exames para confirmar ou descartar a intoxicação por metanol. Enquanto isso, a polícia apreendeu no local bebidas destiladas, que serão analisadas, e 17 caixas contendo fogos de artifício, o que reforçou as acusações de irregularidades no estabelecimento.

Publicidade
Publicidade

Este caso não está isolado. A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo informou que, além da morte dessa adolescente, outros quatro óbitos estão sob investigação por suspeita de intoxicação por metanol em diferentes cidades. Os casos incluem um homem de 39 anos, de Guariba; uma pessoa de 31 anos, de São José dos Campos; e duas outras que viviam em Cajamar. Essas investigações fazem parte de um cenário mais amplo de preocupação com a segurança de bebidas alcoólicas no estado.

Até o momento, já foram confirmados 51 casos de ingestão de metanol em São Paulo, resultando em 11 mortes. Dessas, quatro ocorreram na capital paulista, duas em São Bernardo do Campo, três em Osasco, uma em Jundiaí e outra em Sorocaba. Os números destacam a gravidade do problema, que tem chamado a atenção das autoridades de saúde e segurança pública, especialmente em períodos festivos como o réveillon, quando o consumo de álcool tende a aumentar.

A operação em Cidade Tiradentes reflete os esforços para combater a venda de bebidas adulteradas, um risco à saúde pública que pode passar despercebido em estabelecimentos informais ou irregulares. Enquanto a polícia segue com as investigações, a população é alertada para os perigos do consumo de bebidas de origem duvidosa, especialmente em locais que não seguem as normas de fiscalização. A tragédia envolvendo a adolescente serve como um triste lembrete da importância de se adquirir produtos de fontes confiáveis e da necessidade de ações rigorosas para coibir práticas ilegais no comércio de bebidas alcoólicas.