O Ministério Público de São Paulo (MPSP) está em ação nesta quarta-feira com uma operação de grande porte para desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais que contava com a proteção de policiais civis e outros agentes públicos. A operação, batizada de Bazaar, é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e já resultou na prisão de quatro suspeitos.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso era formado por doleiros, operadores financeiros e pessoas com vasta experiência em lavar dinheiro. O esquema funcionava com pagamentos constantes a agentes públicos e policiais civis, que em troca manipulavam investigações, realizavam fraudes processuais e destruíam provas. "Assim, os criminosos, de forma coordenada, asseguravam a continuidade de suas práticas e evitavam ser responsabilizados por seus crimes", explicou o Gaeco em nota.

A operação conta com o apoio da Polícia Federal, da Polícia Civil e da Força de Combate com a Polícia Federal (Ficco). Até o momento, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão – incluindo em delegacias –, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas. Os alvos incluem integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.

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Segundo o MPSP, a investigação revelou um esquema sofisticado onde a proteção policial era essencial para a continuidade das atividades ilícitas. Os agentes corrompidos atuavam para garantir que as investigações contra o grupo fossem arquivadas ou desviadas, criando um escudo que permitia aos criminosos operar com impunidade.

A operação Bazaar é mais um capítulo no combate à corrupção policial no estado de São Paulo e demonstra a atuação firme do Gaeco em desmontar redes criminosas que se infiltram nas instituições públicas. As investigações continuam e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.