A Polícia Civil de São Paulo desencadeou nesta terça-feira (9) uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. A operação, batizada de Azimut, é coordenada pela 2ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (DCCiber) e já resultou na prisão de sete suspeitos, com a execução de 12 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão temporária nas cidades de Campinas, Hortolândia e na capital paulista.

Segundo as investigações, que se estendem por dois anos, o grupo criminoso estaria por trás de um esquema sofisticado que utilizava acessos indevidos a sistemas financeiros para realizar transferências bancárias não autorizadas. A ação causou prejuízos milionários a empresas e instituições do setor, com valores ilícitos que, conforme a polícia, chegam à impressionante marca de R$ 6 bilhões em movimentações suspeitas.

O modus operandi do grupo envolvia a invasão de sistemas para desviar recursos, seguida de uma complexa rede de lavagem de dinheiro. Os valores obtidos de forma fraudulenta eram posteriormente movimentados por meio de empresas de fachada e contas bancárias utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. A suspeita é que os R$ 6 bilhões tenham origem em diversas fraudes praticadas contra instituições financeiras, configurando um dos maiores casos do gênero no estado.

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A operação Azimut reúne 40 policiais civis e segue em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos e reunir provas para o aprofundamento das investigações. As ordens judiciais cumpridas nesta terça-feira são parte de um esforço contínuo para desmantelar a organização e responsabilizar seus integrantes.

Este caso se soma a outras megaoperações recentes da Polícia Civil de São Paulo, que têm bloqueado valores históricos ligados ao crime organizado, reforçando a atuação no combate aos delitos cibernéticos e financeiros que afetam a economia e a segurança do país.