Um ônibus incendiado por criminosos interditou a Avenida Paulo de Frontin, sentido Túnel Rebouças, na altura da Rua do Bispo, no bairro do Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (18). A ação foi uma reação à operação policial realizada nas comunidades dos morros Fallet, Fogueteiro e Prazeres, na região central da cidade, que resultou na morte do chefe do tráfico Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, e de seis outros suspeitos.
De acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), o morador Leandro Silva Souza também foi morto durante o tiroteio. A operação ocorreu após a localização do esconderijo de Jiló e sua quadrilha na terça-feira (17), conforme explicou o comandante-geral da PMERJ, Marcelo de Menezes Nogueira. "Houve grande enfrentamento com apreensão de revólveres, fuzis, granadas. A PM ficará por tempo indeterminado naquela região", afirmou Nogueira.
O incêndio do ônibus causou transtornos significativos no trânsito da região. O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) informou que o Túnel Santa Bárbara está interditado no acesso pelo Elevado 31 de Março, na altura da Avenida Salvador de Sá, por onde é feito o desvio. "Motorista, saindo do Centro para Zona Sul, prefira Túnel Rebouças ou Aterro do Flamengo", alertou o COR-Rio em comunicado.
A interdição afetou também o transporte público. Segundo a Rio Ônibus, dez linhas tiveram seus itinerários desviados no Rio Comprido e em Santa Teresa: 201 Santa Alexandrina x Castelo; 202 Rio Comprido x Castelo; 410 Saens Pena x Gávea; 133 Largo do Machado x Terminal Gentileza; 006 Silvestre x Castelo; 007 Silvestre x Central; 507 Silvestre x Largo do Machado; 111 Central x Leblon; 109 São Conrado x Terminal Gentileza; e 014 Paula Mato x Central.
Esta operação policial ocorre em um contexto de crescente atenção nacional e internacional sobre as ações de segurança no Rio de Janeiro. Recentemente, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou uma operação policial que deixou mais de 120 mortos no estado, e uma comissão da Câmara dos Deputados denunciou execuções em outra ação policial na cidade. Esses fatos destacam os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao crime organizado, enquanto buscam equilibrar a eficácia das operações com o respeito aos direitos humanos.
A situação na região central do Rio continua tensa, com a presença policial reforçada e a população local lidando com os impactos do confronto e dos transtornos no trânsito. As autoridades monitoram a área para garantir a segurança e restabelecer a normalidade no tráfego assim que possível.

