Durante a abertura oficial do Camarote Salvador nesta sexta-feira (13), o Olodum reafirmou sua posição como pilar da cultura nacional e precursor de sonoridades que conquistaram o planeta. Em entrevista exclusiva à Billboard Brasil, os representantes do grupo discutiram a importância histórica do bloco, o legado dos mestres de percussão e a conexão internacional que colocou o Pelourinho no mapa da música global.
Questionado sobre como está o ano de 2026 para o Olodum, Lucas Andrade destacou: "Muitas gravações, né? Estamos com um feat com o BaianaSystem agora no verão: a música 'Ginga Olodum'. É uma faixa que fala sobre ancestralidade e sobre o nosso pedido para que a capoeira seja, de fato, efetivada nas escolas — assim como a cultura afro-brasileira. Isso já é lei, mas nós queremos ver na prática, valendo."
Narcisinho complementou: "Estamos aqui no mundo para nos abraçarmos, sem violência e sempre respeitando as mulheres. Este é o nosso segundo ano aqui no Camarote Salvador; o ano passado também foi maravilhoso. Para nós, é sempre importante levar a força dos nossos tambores e a nossa musicalidade por onde passamos. Aquilo que transmitimos através das nossas letras — informações históricas, sociais e culturais — é de suma importância para todos."
Sobre o sentimento de abrir o Camarote Salvador, Lucas Andrade afirmou: "Estamos aqui a trabalho, mas é um verdadeiro showzão! É claro que a gente quer se divertir, e eu me sinto ótimo fazendo isso."

