Estão abertas as inscrições para a 22ª edição da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), competição nacional que tem se consolidado como uma importante porta de entrada para estudantes do Ensino Médio no mundo acadêmico e científico. Organizada pelo Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a olimpíada oferece formação gratuita e a chance de representar o Brasil em competições internacionais.
As escolas públicas e privadas de todo o país têm até o dia 25 de fevereiro para inscrever seus alunos através do site oficial da competição. A coordenação reforça que a responsabilidade pela candidatura é das próprias instituições de ensino, que devem mobilizar seus estudantes interessados em testar seus conhecimentos em biologia.
A formação oferecida pelo Instituto Butantan é completamente gratuita e inclui aulas teóricas e práticas ministradas por pesquisadores e educadores da instituição. Sonia Andrade, coordenadora da OBB e pesquisadora científica do Butantan, explica que o programa vai muito além de uma simples competição: "O acesso às provas e também ao conteúdo comentado colabora não apenas para o aprofundamento do estudante na disciplina, mas pode resultar ainda no ingresso dos jovens nas melhores universidades brasileiras e do mundo – e facilitar sua carreira profissional".
De fato, os resultados na OBB têm ganhado cada vez mais importância no cenário educacional brasileiro. Universidades públicas de ponta como USP, UNESP, UNICAMP, UFABC, UFMS e Universidade Federal de Itajubá já utilizam o desempenho em olimpíadas de conhecimento como critério de ingresso. Em 2026, essa lista deve crescer com a inclusão da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e da Federal do Amazonas (UFAM).
A competição é dividida em três fases eliminatórias: a primeira com 25 questões de múltipla escolha, a segunda com 30 questões também de múltipla escolha, e a terceira com 25 questões do tipo verdadeiro ou falso. Os testes abrangem diversas áreas da biologia, incluindo citologia, botânica, zoologia, genética e evolução, ecologia, etologia, biossistemática e noções de farmacologia.
Podem participar todos os estudantes regularmente matriculados no Ensino Médio, independentemente da idade ou ano que estejam cursando. Além das tradicionais medalhas de ouro, prata e bronze, os melhores colocados recebem distinções especiais como o Prêmio Menina da Olimpíada e o Prêmio Escola Pública.
Os 12 estudantes com as maiores pontuações na classificação geral, os 4 melhores classificados entre escolas públicas, e os 4 melhores do 2º ano do Ensino Médio que não estejam entre os primeiros da geral são selecionados para uma capacitação intensiva no Instituto Butantan. Desse grupo, sairão os representantes brasileiros nas competições internacionais.
Os quatro alunos com melhor desempenho na capacitação representarão o Brasil na 37ª Olimpíada Internacional de Biologia (IBO), que acontecerá em julho na Lituânia. Já os estudantes que ficarem entre o 5º e 8º lugar participarão da 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia (OIAB), marcada para setembro no próprio Instituto Butantan, entre 30 de agosto e 5 de setembro.
Para Sonia Andrade, sediar a OIAB é uma conquista significativa: "Proporcionará aos brasileiros não só a promoção do conhecimento em biologia, mas também o intercâmbio cultural entre estudantes, professores e pesquisadores". Será a terceira vez que o Brasil recebe a competição ibero-americana, que em 2026 deve reunir representantes de 16 países.
A OBB é organizada desde 2017 pelo Instituto Butantan com apoio da Escola Superior do Instituto Butantan (ESIB) e do Conselho Federal de Biologia (CFBio), além de receber financiamento do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), CNPq, FAPESP e Fundação Butantan. Em 2025, a competição atraiu 161 mil inscritos, demonstrando o crescente interesse dos jovens brasileiros pelas ciências biológicas.

