A tecnologia de inteligência artificial do sistema Olho Vivo foi decisiva para ajudar a polícia a encontrar um carro roubado que pode ter sido usado em um homicídio no bairro Bockman, em Paranaguá, no Litoral do Paraná. O crime ocorreu no dia 14 de fevereiro, e a ação policial resultou na prisão de dois suspeitos que estavam com o veículo.
Às 22h07 daquele dia, um homem foi assassinado a tiros na Rua Miguel Nicolau Anastácio, número 173, em via pública. A vítima havia saído de casa para guardar seu próprio carro quando indivíduos em um automóvel efetuaram múltiplos disparos. Na cena do crime, foram encontrados ao menos 14 estojos de pistola calibre 9mm, indicando a violência da ação.
As câmeras instaladas na cidade pelo Olho Vivo auxiliaram policiais militares a localizarem o carro suspeito. O veículo estava na casa de um homem de 61 anos, que guardou o automóvel a pedido de outro homem de 24 anos, que foi localizado em outra residência. Ambos foram detidos pela polícia. Há suspeita da participação de um terceiro homem na dinâmica dos eventos, e a investigação segue em andamento para apurar a autoria do homicídio.
Os policiais militares que atenderam a ocorrência chegaram ao carro após acionarem a Agência Local de Inteligência. A ferramenta integra dados de câmeras inteligentes espalhadas pela cidade, cruza informações em tempo real e analisa rotas de deslocamento, permitindo rastrear o trajeto de suspeitos com precisão. A partir das imagens captadas por câmeras residenciais na área do crime, cruzadas com o sistema Olho Vivo, foi identificado o veículo suspeito: um FIAT Línea prata, com a lanterna de freio traseira esquerda queimada.
O veículo circulou por uma avenida do bairro às 22h08 daquela noite, apenas um minuto após os disparos, confirmando a compatibilidade de horário, rota e localização com o homicídio. O automóvel ainda tinha alerta de roubo ativo, o que reforçou as suspeitas. O carro foi encaminhado pela Polícia Civil para a perícia da Polícia Científica, onde serão averiguadas possíveis adulterações nos sinais identificadores. Também foram coletadas impressões digitais para análise.
A Polícia Científica realizou a perícia no local do homicídio, onde peritos criminais procederam o levantamento técnico-científico dos vestígios encontrados na via pública. A análise minuciosa da cena buscou estabelecer a posição dos atiradores, a trajetória dos disparos e as circunstâncias da execução, contribuindo para a produção de provas técnicas que subsidiam a investigação policial.
O caso destaca a importância do sistema Olho Vivo no combate ao crime no Paraná. Recentemente, o sistema também foi responsável pela apreensão de seis carros clonados, demonstrando sua eficácia em diferentes situações. Além disso, o Comando de Aviação da PMPR tem reforçado regras e alertado sobre o uso de drones em áreas com operações policiais, mostrando como a tecnologia está sendo integrada às estratégias de segurança pública.
A investigação continua, com a polícia trabalhando para esclarecer todos os detalhes do homicídio e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça. O uso do Olho Vivo nesse caso exemplifica como a inovação tecnológica pode ser uma aliada poderosa na resolução de crimes graves, oferecendo agilidade e precisão nas buscas por suspeitos e evidências.

