Essa frase simples, esteve inserida nas contas de água da SABESP, contas de eletricidade da ELETROPAULO, contas de gás da COMGÁS e extratos bancários do BANESPA e da Nossa Caixa, empresas de propriedade do governo do estado de São Paulo, durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 1990. Sabe como isso tudo começou?

Erasmo de Oliveira, havia sofrido um grave acidente de trânsito em 1986, aos dezoito anos de idade e esteve acamado durante três anos, período em que escreveu um livro pioneiro sobre Design Automobilistico e lecionou, enviando o livro pelo correio, para mais de três mil alunos, no Brasil inteiro e em outros países, tendo seu trabalho sido referência para centenas de profissionais que fabricavam veículos fora-de-série, numa época de importações proibidas. A partir deste livro, Erasmo passou a escrever artigos para diversos jornais e revistas, sob o pseudônimo de Erasmo Ressuto, sobrenome italiano de seu avô materno.

Esse livro trazia todos os processos de projeto de um veículo, desde seu primeiro rabisco, até sair rodando pelas ruas e estradas e previa, inclusive, a reciclagem do material sucateado após um acidente ou término da vida útil do veículo e a preocupação com a Ergonomia, Aerodinâmica e a segurança no trânsito, tendo Erasmo de Oliveira participado de diversos simpósios promovidos pela Volvo na época, elaborando sugestões para o atual CTB, o Código de Trânsito Brasileiro.

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Ao alcançar notoriedade internacional (a revista Gente Motori, italiana, divulgou: "até na Amazônia se estuda Design", referindo-se a um aluno que trabalhava no canteiro de obras da hidroelétrica de Tucuruí, no Pará), Erasmo de Oliveira foi convidado pela Stanford University da Califórnia, para ser o apoiador local da divulgação do "The Earth Day" e, como Erasmo era o "exército-do-eu-sozinho", teve a ideia de ir ao governador Orestes Quércia e pedir apoio na divulgação. A proposta era fazer como descrito no início desta matéria e assim foi feito!

Com boa-vontade e cinco ofícios, sem gastar um centavo, a singela frase incluída nos impressos atingiu todos os habitantes do estado de São Paulo (na época, 31,5 e, atualmente, mais de quarenta e seis milhões de pessoas) e a iniciativa foi elogiada mundialmente, o jeitinho brasileiro do bem girou o mundo!

Você pode conhecer um pouco do trabalho da extinta Manhattan Masana Design clicando AQUI e AQUI.