No dia 30 de março de 1981, a cantora Eliane de Grammont foi assassinada a tiros pelo ex-marido, o cantor Lindomar Castilho, durante um show em São Paulo. O crime ocorreu em um contexto em que a defesa da honra ainda era usada como justificativa para violência contra mulheres, como no caso de Doca Street, que matou Angela Diniz dois anos antes.
O assassinato de Eliane mobilizou o movimento feminista, que adotou o lema "quem ama não mata" e pressionou por justiça. Lindomar foi condenado a 12 anos de prisão, e as manifestações feministas impediram seu retorno à carreira após cumprir a pena. O caso ajudou a fortalecer a luta contra a violência de gênero no Brasil.

