O show de Jotapê, Bruna Black e Melly no SXSW 2026 revelou como a nova geração da música brasileira revisita um mestre sem perder sua própria identidade. Na SP House, a convite da Billboard Brasil, os três artistas transformaram o EP "Canto Djavan" em uma performance ao vivo marcada por emoção e troca real no palco.
O repertório inspirado no cantor alagoano, que completa 50 anos de carreira, ganhou outra dimensão diante de um público apaixonado. O que era um projeto fonográfico virou encontro — entre artistas, trajetórias e referências. "A gente acabou trocando muito mais", contou Melly, ao lembrar que ainda não tinha convivido tanto com Bruna Black antes do projeto.
No centro dessa construção está Djavan como força formadora. Para Jotapê, a influência é direta: foi ouvindo o artista ainda criança, no carro do pai, que nasceu o desejo de tocar. "Se ele não existisse, talvez eu não fosse músico", afirmou o cantor, hoje um dos nomes mais fortes da nova geração.
Bruna Black amplia esse olhar ao trazer uma dimensão simbólica para a obra do cantor. Para ela, Djavan representa algo que ainda é pouco retratado: o homem preto falando de amor com centralidade e complexidade. "Ele se coloca como epicentro desse amor, contradizendo muitas imagens que a sociedade constrói", disse a cantora paulista.

