A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o norte-americano Eric Christian Hernandez, de 24 anos, acusado de agredir fisicamente a namorada, também norte-americana de 22 anos, no elevador de um prédio em Botafogo, na zona sul da capital fluminense. O casal mantinha um relacionamento de cerca de cinco anos e estava hospedado em um apartamento alugado por temporada, via aplicativo, durante uma viagem turística ao Brasil.
As câmeras de segurança do prédio flagraram a violência, que durou apenas 19 segundos, mas foi suficiente para Eric desferir mais de 20 socos no rosto e na cabeça da companheira. A vítima ficou com vários hematomas na cabeça e ferimentos graves no rosto, necessitando de atendimento médico. Após o episódio, policiais militares foram acionados, prenderam o agressor em flagrante e o conduziram à Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat).
A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça junto aos I e V Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital. Na última terça-feira (9), o réu participou de audiência de instrução no I Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital. Após a prisão em flagrante, Eric foi colocado em liberdade, mas teve o passaporte retido por determinação da Justiça.
A defesa do acusado chegou a solicitar a devolução do passaporte, mas o pedido foi negado devido à gravidade do crime e à necessidade de conclusão da fase de instrução do processo. O Ministério Público também requereu a fixação de indenização pelos danos causados à vítima. Agora, a Promotoria de Justiça aguarda a inclusão das próximas diligências determinadas em juízo para prosseguimento do caso.
Este episódio se soma a outras notícias recentes sobre violência contra a mulher no Brasil, como o caso do homem que atropelou e arrastou uma mulher e virou réu em São Paulo, a criação de um grupo pelo MP do Rio para combater esse tipo de violência e a proposta do presidente Lula de uma reunião dos Poderes para tratar do feminicídio. A situação reforça a importância dos mecanismos de proteção e da atuação rápida da Justiça em casos de agressão, especialmente quando envolvem turistas em território nacional.

