A parceria entre Nando Reis e Cássia Eller foi uma das mais frutíferas da Música Popular Brasileira. Embora a amizade tenha durado apenas três anos, eles produziram canções que entraram no cânone dos sucessos radiofônicos do país, como “Relicário” e “Segundo Sol”.
Ele como compositor e ela como intérprete se completavam de um modo inexplicável e tinham uma química evidente em cima do palco. Convidado para ser a espinha dorsal da homenagem à cantora no Corona Luau MTV 2025, o artista conversou com a Billboard Brasil e relembrou a relação com sua grande amiga.
Como começou sua amizade com a Cássia? Como foi o primeiro encontro? “Nos conhecemos na casa da Marisa Monte em 1993”, conta Nando. “Chamamos a Cássia para ouvir as minhas composições. Ela entrou, em silêncio, pegou o gravador, eu toquei as músicas, ela desligou, falou ‘tchau’ e foi embora”.
A convivência real, a proximidade e a amizade começaram em 1998, quando ele estava no Rio para gravar com os Titãs o “Volume Dois”. “Tínhamos amigos em comum e muito tempo ocioso no estúdio. Passei a frequentar a casa dela”, explica. E ali surgiu o convite para ele produzir o disco dela.
“Usei esses encontros para conversar, entender quem ela era, o que queria e como deveria ser esse disco”, revela Nando. “Um compositor às vezes escreve já pensando na voz de quem vai cantar”, completa, destacando a sintonia única que construíram em pouco tempo.

