Na Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), as mulheres não só são maioria numérica, mas também assumem posições de liderança que moldam as políticas públicas de saúde. Dos 6.734 servidores estaduais da saúde, 4.586 são mulheres, o que representa 68,10% do total. Elas atuam em todos os setores, desde o atendimento direto à população até a coordenação de áreas estratégicas e diretorias, demonstrando uma presença feminina robusta e crescente no Sistema Único de Saúde (SUS) paranaense.
Os números vão além da quantidade e revelam um avanço significativo em cargos de gestão. Diversas áreas centrais da Sesa são comandadas por mulheres. Em Curitiba, a Diretoria de Contratualização e Regulação está sob a liderança de Raquel Mazetti, enquanto Maria Goretti David Lopes comanda a Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde (DAV). A Diretoria de Obras é responsabilidade de Marianna Cardoso. Instituições fundamentais como o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), dirigido por Vivian Patrícia Raksa, e o Sistema Estadual de Transplantes, coordenado por Juliana Ribeiro Giugni, também têm mulheres à frente.
Essa presença se estende por dezenas de setores, incluindo a Escola de Saúde Pública do Paraná, com Solange Rothbarth Bara na direção, a ouvidoria-geral, com Laís Alves Ventura, e coordenações como a de Assistência Farmacêutica, sob Deise Pontarolli, e a gerência de Urgência e Emergência, com Giovana Fratin. "O reconhecimento e participação das mulheres nesses espaços de decisão são importantes para garantir cada vez mais igualdade de oportunidades", afirma Patrícia Capelo, coordenadora da Vigilância Sanitária da Sesa e servidora pública há 22 anos.
No dia a dia, a atuação feminina se faz presente em funções historicamente ocupadas por homens, como no caso de Anna Lúcia, condutora-socorrista no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) há três anos. "Às vezes chegamos ao local, eu e a técnica de enfermagem, e as pessoas perguntam: ‘Cadê o motorista? São só vocês duas?’. Quando respondemos que sim, eles falam ‘como vocês são fortes, meninas, estão de parabéns!’", relata ela, que também é técnica de enfermagem. Anna Lúcia destaca o tabu ainda existente e a satisfação de trabalhar mudando mentalidades: "É satisfatório demais, é muito compensador para quem sempre sonhou estar onde eu estou hoje".
Médicas, enfermeiras, técnicas, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogas, gestoras e diretoras compõem a força de trabalho da Sesa. Essa diversidade, segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, fortalece o sistema. "A presença crescente das mulheres em todos os níveis da Secretaria da Saúde fortalece nosso sistema e reforça nosso compromisso com um atendimento de qualidade, acessível e acolhedor para todos os paranaenses", afirmou.
O protagonismo feminino também se reflete no atendimento à população. Desde o nascimento, as mulheres contam com o cuidado garantido pelo SUS no Paraná, com vacinação na infância, consultas de rotina, exames preventivos como o de colo do útero e mamografia, e acompanhamento em todas as fases da vida. A campanha Paraná Rosa, idealizada pela primeira-dama Luciana Saito Massa, realizou sua sétima edição no ano passado, com a Carreta Saúde da Mulher fazendo mais de 19 mil atendimentos em 13 cidades.
Em março, mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Sesa promoveu a ação "Mulher Inteira: corpo, mente e direitos", com palestras, dramatizações e atividades de cuidado para as servidoras. A iniciativa simboliza o reconhecimento do papel essencial que elas desempenham na construção de um sistema de saúde mais representativo, inclusivo e próximo da população paranaense.

