A Polícia Militar do Paraná (PMPR) prendeu nesta quarta-feira (25) um homem de 29 anos suspeito de atropelar três pessoas, incluindo um bebê de 9 meses, e fugir sem prestar socorro em Guarapuava. O acidente ocorreu no cruzamento das ruas Padre Chagas e Vicente Machado, no centro da cidade, quando as vítimas atravessavam na faixa de pedestres.

Segundo informações do 16º Batalhão da Polícia Militar, o condutor de um Fiat Uno Mille, que estava parado no semáforo, avançou o sinal vermelho e atingiu as três vítimas: duas mulheres de 64 e 32 anos e o bebê de 9 meses. Após o atropelamento, o motorista fugiu do local sem parar para ajudar as vítimas, caracterizando o crime de fuga após acidente.

As equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e atenderam as três vítimas no local. Todas apresentavam escoriações, mas não houve ferimentos graves, segundo os primeiros socorros prestados.

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A localização do veículo foi possível graças ao programa Olho Vivo, sistema de monitoramento por câmeras inteligentes da Polícia Militar do Paraná. As câmeras captaram imagens do veículo fugindo, permitindo que as equipes policiais rastreassem seu trajeto até a PR-170, no bairro Vila Bela.

Quando os policiais encontraram o Fiat Uno, havia três pessoas dentro do veículo: o motorista de 29 anos e dois passageiros, de 50 e 35 anos. Durante a abordagem, os agentes constataram que o condutor não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apresentava sinais evidentes de embriaguez.

O suspeito recusou-se a fazer o teste do etilômetro, o popular "bafômetro". Diante da recusa e dos sinais de embriaguez, os policiais lavraram auto de constatação de alteração da capacidade psicomotora, documento que serve como prova da condição do motorista no momento da abordagem.

O condutor foi preso em flagrante pelos crimes de direção perigosa, fuga após acidente, direção sob influência de álcool e direção sem habilitação. Ele e os dois passageiros foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Guarapuava para os procedimentos de polícia judiciária, onde serão ouvidos e poderão responder criminalmente pelos atos.

O caso serve como alerta para os perigos da combinação entre álcool e direção, especialmente quando o motorista não possui habilitação para dirigir. Programas como o Olho Vivo têm se mostrado importantes ferramentas no combate à criminalidade no trânsito, permitindo maior agilidade na identificação e captura de infratores.

As vítimas do atropelamento receberam atendimento médico e foram liberadas após os primeiros cuidados. Elas deverão comparecer à delegacia para prestar depoimento sobre o ocorrido.