Faleceu neste sábado (20) o cantor e compositor brasileiro Lindomar Castilho, conhecido como o "Rei do Bolero" por seu estilo sentimental que conquistou o país na década de 1970. Aos 84 anos, ele deixa um legado musical marcado por sucessos como "Você É Doida Demais" e "Eu Amo a Sua Mãe", que o consagraram como um dos maiores vendedores de discos da época.

Nascido em Rio Verde (GO) em 1940, Castilho cursou Direito e trabalhou como escrivão de polícia antes de ser descoberto pelo produtor Diogo Mulero nos anos 1960. Seu primeiro álbum, "Canções que Não Se Esquecem", foi lançado em 1962, interpretando clássicos de Vicente Celestino.

A morte foi anunciada por sua filha, Lili de Grammont, no Instagram. Em uma publicação emocionada, ela refletiu sobre o perdão e o legado complexo do pai: "Se eu perdoei? Essa resposta não é simples como um sim ou não, ela envolve tudo e todas as camadas das dores e delícias de ser, um ser complexo e em evolução. Diante de tudo isso, desejo que a alma dele se cure, que sua masculinidade tóxica tenha sido transformada".

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A trajetória de Castilho foi profundamente marcada por um episódio criminal de grande repercussão em 1981, quando ele assassinou sua ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont. O crime chocou o Brasil e permanece como um capítulo sombrio na história do artista, contrastando com sua imagem romântica nos palcos.