O samba perdeu uma de suas figuras mais importantes neste domingo (25). Bira Haway, produtor musical que marcou gerações com seu trabalho ao lado de grandes nomes do gênero, faleceu aos 73 anos. A causa da morte não foi oficialmente divulgada, mas ele estava internado no Hospital Carlos Chagas, na zona oeste do Rio de Janeiro, tratando uma insuficiência cardíaca.
Natural do Morro de Laranjeiras, Bira começou sua trajetória artística ainda adolescente, aos 13 anos, como ritmista na noite paulistana. Sua carreira decolou nos anos 1970, quando acompanhou artistas como Elis Regina, Jair Rodrigues e Os Originais do Samba na Boate Cartola. Mais tarde, tornou-se produtor de álbuns icônicos de grupos como Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação, ajudando a moldar o som do pagode e samba moderno.
A notícia foi confirmada pelo Grupo Molejo, que em publicação emocionada nas redes sociais lamentou a perda. "Hoje nosso coração se despedaça", escreveu o grupo. Bira era pai de Anderson Leonardo, vocalista do Molejo que faleceu em 2024, tornando a perda ainda mais sentida no meio musical.
Além de seu trabalho no Brasil, Bira também teve experiências internacionais, cantando ao lado de nomes como Dionne Warwick e Al Jarreau. Sua morte deixa um vazio no samba, mas seu legado musical permanece vivo através das gerações que ele influenciou.

