Aos 95 anos, o ator norte-americano Robert Duvall faleceu neste domingo (15), em sua casa, conforme anunciou sua esposa, Luciana Duvall, nas redes sociais na segunda-feira (16). A causa da morte não foi divulgada, mas a companheira do artista desde 2005 garantiu que ele partiu "em paz, cercado de amor e conforto".
Luciana Duvall usou as redes sociais para homenagear o marido, destacando sua dedicação à arte. "Em cada um de seus muitos papéis, Bob se entregou por completo aos seus personagens e à verdade do espírito humano que eles representavam. Ao fazer isso, ele deixa algo duradouro e inesquecível para todos nós", escreveu ela.
Em um tom mais pessoal, a esposa completou: "Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, um diretor, um contador de histórias. Para mim, ele era simplesmente tudo. Sua paixão pelo seu ofício era igualada apenas por seu profundo amor pelos personagens, por uma boa refeição e por reunir as pessoas ao seu redor".
Robert Duvall iniciou sua carreira no teatro na década de 1950 e estreou no cinema em 1962, interpretando Arthur "Boo" Radley na adaptação do clássico da literatura O Sol É para Todos. Ao longo de mais de seis décadas, ele participou de obras icônicas da filmografia hollywoodiana, como Bravura Indômita, Rede de Intrigas, Apocalipse Now e a trilogia O Poderoso Chefão. Seu último trabalho foi uma participação no filme O Pálido Olho Azul, lançado em 2022.
O ator foi indicado sete vezes ao Oscar e venceu em 1983, pelo seu papel no faroeste A Força do Carinho. Também recebeu sete indicações ao Globo de Ouro, com quatro vitórias. Sua última indicação a ambos os prêmios foi por ator coadjuvante por seu papel em O Juiz.
A notícia da morte de Robert Duvall se espalhou rapidamente, com fãs e colegas de profissão prestigiando sua contribuição ao cinema. Sua carreira, marcada por personagens complexos e memoráveis, deixa um legado que atravessa gerações, consolidando-o como uma das figuras mais respeitadas da sétima arte.

