O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (30) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita de aliados políticos na prisão. A decisão estabelece datas específicas para que parlamentares possam se encontrar com Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar tentativa de golpe de estado.

De acordo com a autorização, os senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) poderão visitar o ex-presidente no dia 18 de fevereiro. Já as visitas dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS) foram autorizadas para o dia 21 de fevereiro. As visitas ocorrerão no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O local, conhecido como Papudinha, é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes. No dia 15 de janeiro, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para essa unidade. A medida faz parte das condições de prisão estabelecidas para o ex-presidente.

Publicidade
Publicidade

Além das visitas, o ministro também autorizou que Bolsonaro receba atendimento médico particular e permitiu seu deslocamento a hospitais em caso de emergência. Outra concessão inclui a possibilidade de o ex-presidente receber refeições especiais na prisão, atendendo a necessidades específicas de saúde ou dieta.

A decisão de Moraes ocorre em um contexto de diversas notícias relacionadas ao sistema político e judiciário brasileiro. Nesta mesma sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu sugestões para regras das eleições de 2026. Paralelamente, o diretor do Banco Central (BC) prestou depoimento à Polícia Federal sobre o caso Master, informando que a empresa tinha apenas R$ 4 milhões em caixa. Em São Paulo, a Defensoria Pública realizou ação de orientação jurídica na capital.

As autorizações para visitas e condições especiais de prisão seguem protocolos estabelecidos para presos de alto perfil no sistema penitenciário brasileiro. O caso de Bolsonaro tem sido acompanhado de perto por autoridades judiciais e pela mídia, com decisões do STF sendo tomadas para balancear segurança prisional e direitos do preso.