A ministra da Cultura, Margareth Menezes, usou uma entrevista nesta segunda-feira (16) para celebrar as conquistas do cinema brasileiro, especialmente após as quatro indicações do filme O Agente Secreto ao Oscar 2026. Em conversa com o apresentador José Luiz Datena no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, a ministra classificou o feito como "grandioso", mesmo sem a conquista das estatuetas.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa-metragem foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator - para Wagner Moura - e Melhor Direção de Elenco. Para Margareth Menezes, essas indicações são um reflexo do amadurecimento da indústria cinematográfica nacional, que, segundo ela, "foi crescendo pelo mérito dos próprios brasileiros, que trabalham no audiovisual".
"Todo o amadurecimento que estamos vendo agora é fruto dessa atividade, dessa continuidade", afirmou a ministra, reforçando a importância de políticas culturais consistentes. Ela destacou que "o talento é individual, mas a arte é coletiva", enfatizando o caráter colaborativo do setor.
Durante a entrevista, Margareth Menezes defendeu a necessidade de garantir políticas perenes para a cultura, argumentando que "um país que investe em cultura, em arte, em educação, em pesquisa, está investindo no seu próprio povo". Ela relacionou diretamente o apoio ao setor cultural com o fortalecimento da economia nacional: "A gente precisa consumir nossa cultura, consumir as coisas produzidas pelo Brasil, dentro do Brasil, fortalecer nossa economia, é disso que a gente precisa".
Além do investimento cultural, a ministra abordou a importância de qualificar a vida da população, dando "oportunidades para as pessoas saírem daquele redemoinho de sobrevivência". Ela fez um contraponto claro ao afirmar que "por tudo que a gente já passou, neste momento não podemos ter muita dúvida. Porque o outro projeto é de desconstrução, de vender nossas riquezas, que só favorece uma parte: os mesmos e os de sempre".
A fala de Margareth Menezes reforça a posição do Ministério da Cultura em buscar um modelo de desenvolvimento que inclua a valorização da produção artística nacional como parte fundamental do projeto de país. As indicações ao Oscar serviram como ponto de partida para uma discussão mais ampla sobre o lugar da cultura nas políticas públicas brasileiras.

