As taxas de fecundidade e de natalidade vêm despencando no mundo inteiro. Já há países fechando escolas por falta de crianças e o número de idosos e de pessoas morando sozinhas só faz aumentar. A guerra dos sexos e a dificuldade de sobrevivência justificam uma boa parte disso, são sinais visíveis de uma completa desesperança global.

Alguns dizem pejorativamente que as pessoas solitárias estão destinadas a serem "mães de pet" e há nisso um fundo de verdade. A provisão de Deus nos ofereceu esses anjos para serem nossa família, num tempo de idolatria ao ego e de poucas intenções de diálogo entre humanos. Não é por acaso a explosão de adoções de pets em contraponto à implosão de nascimentos de humanos. 

Esses enfermeiros de patas são a companhia ideal, estão sempre presentes e dispostos a ouvir e cuidar de seus tutores. Em muitos casos, são a única alternativa antes de um suicídio ou de um confinamento num asilo, não há nada de ridículo em ser pai de pet e combater assim a solidão, além do que, um cachorro adestrado para isso, pode servir como guarda-costas e defender o idoso em caso de ameaça. 

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Diante desse quadro, é urgente que exista uma lei incluindo os animais de estimação no processo de inventário, como herdeiros, sim, pois sofrem a dor da perda do humano e ainda são ignorados pelos herdeiros do falecido, sendo descartados logo após o enterro, para esvaziar a casa e vendê-la. Sinal dos tempos, nenhuma surpresa, mas a imperfeita lei humana precisa pensar nisso!