INTRODUÇÃO

Novos documentos judiciais revelam que a Meta, empresa controladora do Instagram, levou quase seis anos para implementar um filtro básico de segurança contra conteúdo explícito nas mensagens privadas da plataforma, mesmo após alertas internos sobre os riscos. A informação surge em meio a um processo que questiona o caráter viciante e prejudicial das redes sociais.

DESENVOLVIMENTO

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Em depoimento recentemente tornado público, Adam Mosseri, chefe do Instagram, foi questionado sobre um e-mail de agosto de 2018 trocado com Guy Rosen, vice-presidente e diretor de segurança da informação da Meta. Na correspondência, Mosseri mencionou que "coisas horríveis" poderiam acontecer via mensagens privadas do Instagram, incluindo o envio de imagens explícitas. Apenas em abril de 2024 a empresa lançou um recurso que desfoca automaticamente imagens de nudez em DMs direcionados a adolescentes.

As estatísticas apresentadas no processo são alarmantes: 19,2% dos usuários entre 13 e 15 anos relataram ter visto nudez ou imagens sexuais indesejadas no Instagram, enquanto 8,4% da mesma faixa etária testemunharam ameaças ou atos de automutilação na plataforma na semana anterior à pesquisa. Mosseri defendeu a postura da empresa, argumentando que "é bastante claro que você pode enviar conteúdo problemático em qualquer aplicativo de mensagens" e que a Meta busca equilibrar privacidade e segurança.

CONCLUSÃO

A demora de seis anos para implementar uma ferramenta de proteção básica, após reconhecimento interno dos perigos, coloca a Meta em uma posição delicada perante a justiça e a opinião pública. O caso evidencia o conflito permanente entre a privacidade dos usuários e a responsabilidade das plataformas em garantir ambientes digitais seguros, especialmente para o público adolescente.