INTRODUÇÃO: A Meta, empresa-mãe do Facebook, está considerando uma nova rodada de demissões em larga escala que poderia afetar 20% ou mais de seus quase 79 mil funcionários, segundo reportagem da Reuters. A medida seria uma tentativa de compensar os gastos agressivos com infraestrutura de inteligência artificial, aquisições e contratações no setor. Um porta-voz da Meta respondeu que se trata de "reportagem especulativa sobre abordagens teóricas", mas o rumor surge em um momento de cortes generalizados no setor de tecnologia.
DESENVOLVIMENTO: O possível plano de demissões reflete uma tendência observada em outras gigantes do setor, como a Block, que recentemente anunciou cortes justificados pela automação de funções via IA. No entanto, especialistas e até executivos, como Sam Altman da OpenAI, alertam para o fenômeno do "AI-washing", onde a inteligência artificial é usada como justificativa para demissões que, na verdade, visam corrigir problemas como a supercontratação durante a pandemia. Para a Meta, esta seria a terceira grande onda de cortes desde 2022, após dispensar 11 mil funcionários em novembro daquele ano e mais 10 mil em março de 2023.
CONCLUSÃO: Se confirmadas, as demissões na Meta marcam um ponto de virada na estratégia da empresa, que prioriza investimentos massivos em IA em detrimento da força de trabalho atual. O movimento, porém, levanta questões sobre a real motivação por trás dos cortes e se a justificativa da IA não mascara ajustes pós-expansão acelerada. O setor de tecnologia continua a navegar entre a promessa da automação e os custos humanos da reestruturação.

