A Meta, empresa controladora do Facebook, anunciou nesta sexta-feira a aquisição da startup Limitless, anteriormente conhecida como Rewind, em mais uma movimentação do setor de inteligência artificial. A compra significa o fim imediato das vendas do pendente de IA que a startup desenvolveu para gravar conversas e atividades do usuário, com suporte aos clientes existentes mantido por apenas um ano.

A decisão reflete as dificuldades que startups de hardware enfrentam contra gigantes tecnológicos como a própria Meta e a OpenAI, que também desenvolvem dispositivos físicos com inteligência artificial. Em comunicado, Dan Siroker, cofundador da Limitless, reconheceu que "o mundo mudou" desde que a empresa foi fundada há cinco anos, quando a combinação de IA e hardware era vista como "ludicrícula" pelos investidores.

Os clientes da Limitless terão acesso gratuito ao Unlimited Plan temporariamente e poderão exportar ou deletar seus dados através do aplicativo. A funcionalidade do software Rewind, que gravava atividades de desktop e as transformava em registros pesquisáveis, será gradualmente descontinuada junto com o hardware.

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A aquisição fortalece a divisão de wearables da Meta dentro do Reality Labs, onde a equipe da Limitless será integrada. A gigante das redes sociais já investe pesadamente em óculos com realidade aumentada e IA, como os modelos Ray-Ban Meta e Oakley Meta, buscando concretizar sua visão de "trazer superinteligência pessoal para todos".

Com mais de US$ 33 milhões levantados de investidores de peso como a16z e NEA, a Limitless representava uma aposta ousada no mercado de wearables de IA. Seu pendente de US$ 99, que podia ser usado como colar ou microfone sem fio, competia com dispositivos similares como o Friend, outro pendente de IA que não foi bem recebido pelo mercado.

Esta aquisição ilustra claramente como a corrida por wearables inteligentes está se consolidando nas mãos das grandes corporações de tecnologia. Enquanto startups inovadoras como a Limitless enfrentam desafios insuperáveis de escala e competição, empresas como a Meta absorvem talento e tecnologia para acelerar seus próprios projetos. O resultado é um ecossistema onde a inovação em hardware de IA cada vez mais depende dos recursos e da infraestrutura dos gigantes estabelecidos, redefinindo as regras do jogo para empreendedores e investidores no setor.