Com seus apitos estridentes e gestos precisos, os mestres de bateria comandam as escolas de samba como maestros de uma grande orquestra, controlando seus ritmistas com precisão. De Mestre André a Mestre Ciça, esses músicos marcaram época e influenciaram o Carnaval do Rio de Janeiro para além dos desfiles, seja por inovações técnicas, seja pelo impacto que suas batidas tiveram.

Ciça, por sinal, terá destaque em 2026: será tema do enredo da Viradouro. É a primeira vez que um mestre de bateria recebe uma honraria deste tipo no Grupo Especial. Os grandes mestres não apenas ditam a cadência do desfile, mas também criam identidades sonoras únicas para cada escola. Alguns introduziram instrumentos, outros revolucionaram com novas levadas, enquanto há aqueles que eternizaram suas baterias com cadências inconfundíveis.

Além de comandar seus músicos, os mestres também moldam a dinâmica do desfile, criando momentos de impacto que conquistam tanto o público quanto os jurados. O reconhecimento vem em forma de títulos, prêmios e, principalmente, no legado que deixam para as futuras gerações do samba.

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O pioneiro entre os mestres de bateria, Mestre André foi o primeiro a ser amplamente reconhecido com esse título. Comandando a Mocidade Independente de Padre Miguel, revolucionou o Carnaval ao criar a famosa “paradinha”, momento em que a bateria interrompe a batida e retoma com impacto. Também inovou ao introduzir o surdo de terceira e outros instrumentos, consolidando sua bateria como referência.