O funk produzido fora do eixo Rio-São Paulo ganhou um representante de peso em 2026: Meno K, artista natural do Rio Grande do Sul, colocou nada menos que 11 músicas no Billboard Brasil Hot 100 entre o final de 2025 e o começo deste ano.
O desempenho impressionante é puxado pelo fenômeno "Jetski", que ocupa a liderança do ranking, seguido de perto por faixas como "Posso Até Não Te Dar Flores" (2º lugar) e "Amo Minha Favela" (3º lugar). A lista de sucessos do gaúcho no chart é extensa e variada, demonstrando que o talento vocal e as batidas viciantes são apenas parte da equação.
Para Meno K, a longevidade na carreira exige mais do que gravações em estúdio. O artista analisa que, no cenário atual, a barreira entre o palco e a tela do celular é inexistente. "Hoje, eu acho que o artista não tem que só saber cantar, ele tem que ser um artista influenciador", defende.
Segundo o MC, o comportamento do público de funk é distinto de outros nichos da música urbana. Enquanto no trap o mistério e a escassez de informações costumam ser ferramentas de marketing, no funk a demanda é pela hiperatividade e pela proximidade constante com os fãs. "Está com trabalho novo? Tem que encher de stories, de reels...", completa, destacando a necessidade de uma postura que priorize a conexão digital direta.

