O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve uma reunião nesta segunda-feira (23) com integrantes da Polícia Federal (PF) para tomar conhecimento do andamento das investigações que envolvem o Banco Master. Durante o encontro, o magistrado recebeu um relatório detalhado sobre a apuração, que investiga fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões.

Este foi o segundo encontro de Mendonça com a PF desde que assumiu a relatoria do caso, após o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli. O primeiro ocorreu no dia 13 deste mês. A saída de Toffoli foi decidida em uma reunião realizada no dia 12 de fevereiro, quando os ministros da Corte foram informados de que havia menções ao nome do magistrado em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O aparelho foi apreendido durante uma busca e apreensão da PF.

As investigações têm como foco a Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025. A operação visa apurar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), uma instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal. Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvos da ação.

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O caso ganhou novos contornos recentemente com notícias relacionadas, como o arquivamento pelo ministro Edson Fachin de uma ação que pedia a suspeição de Toffoli no caso Master. Além disso, o governo do Distrito Federal propôs dar imóveis como garantia para capitalizar o BRB, o que pode ter implicações indiretas nas investigações sobre a tentativa de compra do Master.

A reunião de Mendonça com a PF reflete a continuidade do acompanhamento judicial das apurações, que envolvem valores bilionários e figuras de destaque no cenário financeiro e político. O ministro, agora à frente da relatoria, busca garantir a transparência e a legalidade do processo, enquanto a PF segue aprofundando as investigações sobre as supostas fraudes no Banco Master.