Em entrevista ao podcast Cabos & Cases durante o SXSW 2026, Guilherme Marconi, vice-presidente de negócios do grupo DVT, responsável pelo Coala, defende uma abordagem focada em qualidade em vez de quantidade no setor de eventos. Segundo ele, o grupo está envolvido em mais de 100 eventos no Brasil, atuando como proprietário ou parceiro em áreas como venda de ingressos, ativações, operação de alimentos e bebidas e camarotes.
Marconi enfatiza que não basta acompanhar tendências; é crucial saber o que realmente faz sentido aplicar para cada realidade. A estratégia do grupo passa por escolher bem onde investir energia e transformar aprendizado em execução, priorizando menos volume, mas mais profundidade nas iniciativas.
Entre os movimentos que mais chamam sua atenção, está a mudança geracional no consumo. Enquanto o mercado ainda concentra esforços na Geração Z, ele olha para o próximo passo: a Geração Alpha. Mais do que poder de compra, essa nova geração já influencia decisões dentro de casa, inclusive no entretenimento, com os filhos definindo programas, experiências e escolhas culturais da família.
Esse comportamento impacta diretamente os eventos. Em vez de criar produtos exclusivos para esse público, a estratégia do grupo é ampliar experiências que consigam integrar diferentes perfis. Eventos como os do Circuito Sertanejo ilustram esse caminho: ambientes que funcionam para várias idades, onde o consumo é coletivo e atravessa gerações, muitas vezes tendo o jovem como gatilho de decisão. Dentro desse ecossistema, o Coala se consolidou como um dos principais ativos do grupo.

