Neste domingo (7), milhares de pessoas foram às ruas em diversas cidades brasileiras para protestar contra o crescimento dos casos de feminicídio e outras formas de violência contra as mulheres. A mobilização, convocada pelo movimento Levante Mulheres Vivas, ocorreu em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal, marcando um grito coletivo por justiça e proteção.

As manifestações ganharam destaque com a participação de artistas como Anitta e Luísa Sonza, que usaram suas vozes para ampliar o debate. Durante os atos, foram lembrados dois episódios trágicos ocorridos no mesmo dia: o homicídio da farmacêutica Daniele Guedes Antunes, 38 anos, em Santo André, e o falecimento de Milena de Silva Lima, 27 anos, em Diadema — ambas vítimas de agressões mortais por ex-companheiros.

Em sua fala, Luísa Sonza destacou a urgência de medidas mais eficazes: "Precisamos de novas medidas que realmente nos protejam, que punam devidamente esses agressores, que as leis que já existem passem a funcionar". A artista também reforçou a "importância de a sociedade formar bons homens", apontando para a necessidade de uma transformação cultural profunda.

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Anitta, por sua vez, enfatizou a dimensão estrutural do problema: "Já está mais do que na hora disso acabar. Nenhuma mulher está livre do machismo, do ódio contra as mulheres, dos vários tipos de violência". Suas palavras ecoaram o sentimento de insegurança que permeia a vida das mulheres no país.

No Rio de Janeiro, a cantora Duda Beat participou do ato em Copacabana e refletiu sobre o significado da ocupação do espaço público: "Estar nas ruas de Copacabana hoje foi uma escolha, ocupar o espaço público para lutar contra a violência de gênero é transformar dor em luta coletiva". Ela descreveu a manifestação como um grito por justiça e pelas vidas silenciadas pela impunidade, concluindo: "Estamos aqui para dizer: basta de feminicídio, de violência doméstica, de apagamento das mulheres".

Os protestos evidenciam a crescente mobilização da sociedade civil frente a uma realidade alarmante, na qual a violência de gênero continua a ceifar vidas e a demandar respostas concretas do poder público e de toda a comunidade.