Trinta anos após a tragédia que interrompeu o sucesso meteórico do Mamonas Assassinas, o programa "Balaio", da GloboNews, dedica uma edição especial ao legado do grupo. O especial, que vai ao ar neste domingo (1º), mergulha no acervo mantido por familiares dos integrantes, que preserva desde figurinos originais até rascunhos das letras que marcaram os anos 90.
Além de reviver a fase inicial da banda, quando ainda se chamava Utopia, o programa mostra como o repertório dos Mamonas segue vivo através de bandas cover que conquistam até o público que nasceu depois de 1996. "Eles foram em todos os lugares. Foi uma grande febre nos anos 90. Eram 40 graus mesmo. Era uma coisa absurda", define o músico Thunderbird, um dos entrevistados.
Uma das jornadas mais emocionantes do especial é a busca pela icônica Brasília Amarela, carro que se tornou símbolo de uma das músicas mais famosas do grupo. A apresentadora Bete Pacheco e o repórter Júlio Molica viajaram até Guarulhos (SP) para encontrar Hildebrando Alves, pai do vocalista Dinho, que conta como a família conseguiu recuperar o veículo depois de quase perdê-lo.
O historiador Eduardo Bueno, o Peninha, autor da biografia autorizada do grupo, destaca o gênio poético das letras: "Nem Manuel Bandeira nem Carlos Drummond de Andrade seriam capazes de rimar andaime com Vandaime. A rima 'vou descer do andaime para ver um filme do Vandaime' para mim é um dos mais altos momentos da poesia brasileira".

