O Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná) preparou uma programação especial para o mês de abril, com foco na inclusão e acessibilidade. As atividades incluem desde uma oficina voltada especificamente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) até um projeto dedicado ao público com mais de 60 anos, demonstrando o compromisso da instituição com diferentes faixas etárias e necessidades.
Oficina "Sentimentos em Forma e Cor - A Criação de Poemas Visuais" é uma das principais atrações. Desenvolvida para o público com TEA, a atividade será conduzida por Vitoria dos Santos Turquenitch e Gustavo Turquenitch dos Santos no dia 28 de abril, a partir das 10h30. A proposta é guiar os participantes na criação de poemas visuais, onde o desenho das palavras e as cores têm tanta importância quanto o texto em si. O ambiente será planejado para ser seguro e sensorialmente amigável, permitindo que os participantes identifiquem, nomeiem e externalizem suas emoções de maneira artística e inclusiva. As inscrições devem ser feitas previamente por meio de um link específico.
Outra iniciativa destacada é o Projeto MAC Melhor Idade, que receberá o público 60+ da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi), projeto de extensão da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Os encontros ocorrerão nos dias 09, 16, 23 e 30 de abril, sempre às quintas-feiras, das 14h às 16h. O objetivo é aproximar a terceira idade do acervo contemporâneo do museu, promovendo bem-estar e utilização artística por meio do diálogo e da convivência no espaço cultural.
A programação também inclui a Quarta Pública - Palestra "Quando o fim é um começo: a obra como processo", marcada para o dia 15 de abril, das 14h30 às 16h. O artista visual Tom Lisboa será o convidado para apresentar um conjunto de obras que tomam o processo como elemento central, deslocando a atenção do resultado final para aquilo que se constrói ao longo do tempo. Durante a explicação, serão compartilhados projetos que evidenciam esse entendimento, revelando como decisões, desvios e contingências passam a integrar o próprio trabalho. As inscrições devem ser feitas previamente por formulário específico.
Em cartaz, o MAC Paraná mantém exposições que dialogam com diferentes linguagens artísticas. Na Sede Adalice Araújo, a mostra "Bordaleiros" apresenta trabalhos em cerâmica que exploram o humor e o grotesco, com curadoria de Glauco Menta e tema central "Cobras e Lagartos", em referência ao artista português Rafael Bordalo. Além disso, "EntreLinhas, Cores e Linguagens – 55 anos do MAC Paraná" segue em exposição nas salas 08 e 09 no MAC no Museu Oscar Niemeyer (MON), celebrando a trajetória da instituição.
Fundado em 1970, o MAC Paraná possui um acervo com mais de 2 mil obras de artistas paranaenses, brasileiros e estrangeiros. A instituição mantém um Setor de Pesquisa e Documentação, com acervo especializado em arte moderna e contemporânea, além de um Setor Educativo responsável por visitas mediadas e oficinas gratuitas, reforçando seu papel como espaço de formação e difusão cultural no estado.

