A primeira noite do Lollapalooza Brasil 2026, realizada nesta sexta-feira (20 de março) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, revelou um cenário familiar inusitado. Ao lado dos grupos de amigos e casais tradicionais, destacou-se a quantidade de adolescentes acompanhados pelos pais, um reflexo direto da escalação de artistas populares entre o público mais jovem, como Sabrina Carpenter e Doechii.
Esse perfil apareceu tanto em famílias que vieram ao evento por causa de um nome específico quanto naquelas que transformaram a ida ao festival em um programa coletivo. A estudante Laura Pavão, de 13 anos, por exemplo, desembarcou em Interlagos para ver Sabrina Carpenter ao lado do pai, Amaury Pavão Filho, de 44 anos, que inicialmente foi por acompanhamento, mas acabou se aproximando do repertório da artista. "Para convencer meu pai, tive que fazer uma apresentação de slides com os motivos que eu deveria vir", contou Laura.
No caso de Sabrina Carpenter, o impacto no público da sexta-feira se percebia menos por um perfil uniforme de fãs e mais pela capacidade de arrastar famílias inteiras até o evento. Para muitos adolescentes, ela funcionava como o principal gatilho da ida a Interlagos. Também havia situações em que a presença dos pais não era apenas logística, mas parte do plano desde o início, como no caso da farmacêutica Juliana Posse, de 47 anos, que comprou ingressos como presente para toda a família, surpreendendo os filhos Pedro, de 11 anos, e Beatriz, de 17.

