A Lime, startup de aluguel de bicicletas elétricas e patinetes apoiada pela Uber, finalmente protocolou seu pedido de IPO (oferta pública inicial) na SEC. O movimento, esperado desde 2020, ocorre em meio a um cenário otimista de crescimento, mas com sérios desafios financeiros de curto prazo.

Destaques financeiros: A receita está em alta, a empresa possui fluxo de caixa livre positivo e as perdas líquidas diminuíram após 2023, embora tenha havido um leve aumento entre 2024 e 2025. A parceria com a Uber ainda é relevante, representando 14,3% da receita. No entanto, a Lime enfrenta um grande obstáculo: aproximadamente US$ 1 bilhão em passivos circulantes, dos quais US$ 675,8 milhões vencem até o final de 2026 e US$ 846 milhões nos próximos 12 meses. A empresa não possui liquidez suficiente para cobrir esses valores, segundo o documento S-1.

Contexto e riscos: O CEO Wayne Ting vinha sinalizando o IPO há anos, mas a concretização só ocorreu agora. Apesar do otimismo com a trajetória de crescimento, os analistas alertam que a alta alavancagem pode impactar a precificação da oferta. A empresa ainda não divulgou os termos da oferta, e o mercado aguarda os próximos passos para avaliar se a micromobilidade consegue atrair investidores em um cenário de juros elevados.

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