O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta terça-feira (9) a lei 22.890/2025, que promove a modernização da gestão dos Hospitais Universitários das Instituições de Ensino Superior Estaduais do Paraná. A proposta, aprovada pelos deputados estaduais, reestrutura o modelo de governança dessas unidades, estabelecendo uma atuação coordenada entre as secretarias estaduais da Saúde (Sesa) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e as próprias universidades.

Atualmente, o Paraná conta com quatro hospitais vinculados às instituições de ensino superior: o Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HU/UEL), em Londrina; o Hospital Universitário Regional de Maringá (HU/UEM); o Hospital Estadual do Oeste do Paraná (HUOP/Unioeste), em Cascavel; e o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU/UEPG), em Ponta Grossa. Essas unidades desempenham um papel estratégico e de grande relevância nas regiões onde atendem, que ficou ainda mais evidente durante a pandemia da Covid-19.

Entre 2020 e 2022, o Governo do Estado expandiu os leitos de UTI e aumentou a assistência à população. Somados, os quatro hospitais universitários ganharam mais de 300 leitos, que permaneceram de forma definitiva para a população mesmo após a pandemia. A nova lei regulamenta a expansão dessas unidades e a participação de cada ente em sua gestão.

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A Sesa se mantém como responsável pela parte assistencial, relacionada aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo inclusive quem define o orçamento anual de cada unidade. Já a Seti e as universidades continuam responsáveis pela parte acadêmica. Para dar previsibilidade e garantir a autonomia das universidades na gestão dos hospitais em relação às práticas de ensino, foi instituída a Unidade de Monitoramento e Avaliação dos Hospitais Universitários (UMAHU).

Trata-se de uma unidade técnica criada pela Sesa para análise prévia da compatibilidade dos contratos com os limites orçamentários. Por meio da UMAHU, será possível supervisionar o aumento de custeio e organizar a expansão dos trabalhos assistenciais dos hospitais universitários, levando em conta as demandas por atendimento de cada região. Além disso, o cargo de diretor-geral dos hospitais continuará sendo designado pelos reitores das universidades, como acontece atualmente.