O consumo de K-pop no Brasil deixou de ser um fenômeno de nicho para se consolidar como uma força relevante dentro da indústria musical no país. Em 2025 e 2026, turnês de grandes grupos e solistas passaram por cidades brasileiras e os festivais – finalmente – abriram espaço para o gênero.
O RIIZE foi o primeiro grupo de K-pop no line-up do Lollapalooza em São Paulo. Em setembro, o Stray Kids faz história como o primeiro headliner do gênero na história do Rock in Rio. Shows de Jackson Wang, BTS, MONSTA X, Yves, entre outros artistas prometem trazer noites inesquecíveis para os fãs brasileiros.
Jovens conectados, forte presença nas redes sociais e uma relação intensa com comunidades online são algumas das características que ajudam a explicar o sucesso do gênero por aqui. Entender quem é esse fã, como ele consome conteúdo e quais são seus hábitos é essencial para mapear o papel do Brasil dentro do cenário global do K-pop.
A Billboard Brasil entrevistou cerca de 10 mil fãs entre agosto e outubro do ano passado e traz aqui o perfil demográfico do fã brasileiro. A análise dos dados reforça que o consumo de K-pop no país é majoritariamente impulsionado por um público jovem e feminino, com 86,8% dos entrevistados se identificando como mulheres e mais de 90% concentrados entre 13 e 34 anos.
Esse recorte etário ajuda a explicar a forte presença digital desse fandom, que se articula principalmente nas redes sociais e plataformas de streaming — utilizadas por 90% dos respondentes.

