O jornal Cândido, publicação da Biblioteca Pública do Paraná, lança sua edição de número 169 com uma reportagem de capa que mergulha no universo das escrevivências negras. Assinada por Isa Honório, a matéria principal aborda o livro "Mulheres com N Maiúsculo: perfis jornalísticos e escrevivências negras", um projeto coletivo que reúne memórias de mulheres negras do Paraná e do Brasil.
Produzido por um coletivo de dez comunicadoras e publicado pela editora Arte & Letra, a obra mistura jornalismo e literatura para contar histórias de mulheres de destaque em diferentes áreas, como política, cultura e sociedade. O conceito de "escrevivências", criado pela consagrada escritora afro-brasileira Conceição Evaristo, serve como fio condutor para essas narrativas que buscam dar voz e visibilidade a trajetórias muitas vezes silenciadas.
Como complemento à reportagem principal, a seção Prateleira apresenta uma curadoria especial de obras literárias inspiradas justamente nesse conceito de escrevivências, oferecendo aos leitores um panorama ampliado dessa produção literária que une experiência pessoal e criação artística.
A edição também traz uma agenda cultural repleta de opções para o feriadão, incluindo apresentações do balé "Giselle", concertos da Orquestra Sinfônica do Paraná com obras de George Gershwin, e a informação de que vários museus estarão abertos para visitação durante o período.
Na seção de entrevistas, o destaque é a conversa com Emanuela Siqueira, tradutora do livro "A Vingança das Punks: Uma História Feminista da Música, de Poly Styrene ao Pussy Riot", da jornalista britânica Vivien Goldman. A tradução dessa obra representa um importante marco para a discussão sobre feminismo e música no contexto brasileiro.
Os leitores ainda podem conferir mais uma edição da coluna "Crônicas Vertigens", assinada pelo multiartista Fausto Fawcett, conhecido por sua produção que transita entre literatura, música e artes visuais.
Na seção literária, o ensaio "Moda do afeto na glosa do clubinho", de Diogo Santiago, abre as publicações, seguido pelo conto "Incêndio" da jornalista e escritora Melissa Sayuri, e por poemas inéditos de Maria Cardoso, demonstrando a diversidade da produção literária contemporânea no Paraná.
A memória paranaense ganha espaço com a notícia de que Francisco Beltrão foi incluída em um programa internacional de preservação de arquivos, iniciativa que visa proteger documentos históricos importantes para a compreensão do desenvolvimento do estado.
O ensaio fotográfico "Olhares e Vozes do Cárcere", da fotógrafa Izabel Liviski, revela o resultado de seu trabalho com mulheres detentas do presídio feminino de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. As imagens buscam humanizar e dar rosto a essas mulheres, muitas vezes invisibilizadas pelo sistema prisional.
A arte da capa, criada por Bruna Rossato, também se inspira no conceito de escrevivências, criando uma conexão visual com o tema central da edição. O design reflete a proposta editorial de unir forma e conteúdo em uma publicação que valoriza tanto a estética quanto o conteúdo literário e jornalístico.
O jornal Cândido mantém sua tradição de ser um veículo plural e diverso, com seções fixas que vão desde a crítica literária até a agenda cultural, passando por entrevistas, ensaios visuais e produção literária inédita. A publicação continua sendo uma referência importante no cenário cultural paranaense e brasileiro.
Para quem quiser conhecer mais sobre o jornal ou adquirir exemplares, o endereço é Biblioteca Pública do Paraná, na rua Cândido Lopes, 133, no centro de Curitiba. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h, e aos sábados, das 8h30 às 13h. As redes sociais (@candidobpp no Instagram e facebook.com/jornalcandido) e o email jornalcandido@gmail.com também são canais de contato com a redação.

