O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (26) da inauguração do novo complexo industrial da J.Macêdo em Londrina, no Norte do Paraná. A cerimônia marcou a chegada da primeira empresa à nova Cidade Industrial de Londrina, um projeto que está 83% concluído com investimento de R$ 38,7 milhões do Governo do Estado.
Uma das maiores empresas de alimentos do Brasil e dona de marcas tradicionais como Dona Benta e Sol, a J.Macêdo investiu R$ 300 milhões na nova planta, que tem capacidade para processar mais de 200 mil toneladas de trigo por ano. A unidade ocupa uma área de 276 mil metros quadrados e já emprega cerca de 200 colaboradores.
Ratinho Junior destacou o bom momento da economia paranaense durante a inauguração. "Isso é motivo de muita alegria porque nós fizemos três inaugurações de novas indústrias só hoje. A primeira foi em Pato Branco, uma esmagadora de soja. Depois, em São Jorge do Oeste, com uma fábrica de queijo e derivados de leite, e agora a J. Macêdo, inaugurando essa planta e consolidando cada vez mais Londrina com o seu parque industrial, gerando muito emprego para a cidade e também para quem mora na região", afirmou o governador.
O chefe do executivo estadual acrescentou: "Acima de tudo, mostrando que a economia e a geração de emprego no Paraná estão crescendo cada vez mais. Nós atingimos a maior marca de adultos com carteira assinada na história do Estado, fruto das indústrias que estão se instalando aqui e da economia paranaense pujante. Tudo isso somado à estratégia do Governo do Estado de atrair grandes indústrias para gerar emprego e renda para a nossa gente".
A nova planta integra a estratégia de expansão da J.Macêdo e incorpora tecnologias de última geração com alto nível de automação. O complexo inclui moinho de trigo, silos para armazenagem de grãos com capacidade para 42 mil toneladas e um Centro de Distribuição (CD) que servirá como hub logístico para as regiões Sul e Sudeste, apoiando a unidade da empresa em São José dos Campos (SP).
O diretor-presidente da J.Macêdo, Irineu José Pedrollo, explicou que o moinho foi construído em projeto greenfield (do zero) com capacidade para processar 660 toneladas de trigo por dia. "Temos aqui os fornecedores mais conceituados disponíveis no mundo em tecnologia de moagem, incorporando o que existe de melhor, tanto na qualidade do produto, com a segurança para as pessoas que operam, quanto no nível elevado de automação, na eficiência energética e no baixíssimo impacto ambiental. Não geramos resíduos, é uma indústria extremamente limpa e com alta eficiência", detalhou.
O projeto foi pensado para futuras expansões, conforme explicou Pedrollo. A unidade foi construída em formato modular, o que permite ampliações sem prejudicar a operação existente. "Hoje Londrina tem uma participação modesta frente ao seu potencial. Com esse investimento ela cresce e se torna absolutamente relevante no atendimento do Sul e Sudeste. Temos uma indústria em São José dos Campos, onde transformamos farinha em misturas e massas. O moinho daqui vai abastecer essa fábrica e nós esperamos, em um espaço de tempo não muito distante, trazer também parte dessa produção para Londrina", projetou o executivo.
O prefeito Tiago Amaral ressaltou a importância histórica da empresa, presente na cidade há mais de 50 anos. "É uma demonstração do compromisso da indústria com Londrina. De lá para cá, muitas famílias foram estruturadas a partir do emprego gerado pela J. Macêdo, nossa maior indústria instalada no parque industrial. Mas queremos mais", comentou. "Hoje é a primeira etapa da expansão, mas o projeto compreende uma segunda etapa do moinho e, na sequência, as fábricas de massas, biscoito e uma estrutura de tecnologia muito forte que está vindo para cá."
A infraestrutura da nova Cidade Industrial está sendo desenvolvida com apoio do Governo do Estado através da Secretaria das Cidades (Secid). Além das obras de terraplenagem, drenagem, pavimentação e urbanização que já estão em andamento, também deve começar em breve a duplicação da Avenida Saul Elkind e da Rua Joni Belai Aguiar, com investimento de R$ 25,3 milhões totalizando 5,77 quilômetros de vias.
Guto Silva, secretário estadual das Cidades, explicou a estratégia: "Sabemos que o processo de industrialização é extremamente vital. Por isso, estamos fazendo obras no entorno desse parque industrial para garantir o escoamento dos produtos. A extensão da rodovia na região será duplicada até o parque industrial para podermos melhorar o acesso dos trabalhadores e, obviamente, garantir tranquilidade para a principal via de acesso".
O Paraná tem forte tradição na produção de trigo, ocupando o 2º lugar nacional em 2024, segundo o Diagnóstico Agropecuário da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A cultura abrange 1,1 milhão de hectares no estado, com produção de 2,3 milhões de toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 2,9 bilhões.
Londrina registrou a segunda maior produção paranaense na cultura, com 57 mil toneladas e VBP de R$ 71,2 milhões, atrás apenas de Cascavel. Na safra 2023/2024, as exportações paranaenses de trigo corresponderam a US$ 105,7 milhões, com destino a cinco países.
A J.Macêdo foi criada no Ceará em 1939 e se tornou uma das maiores empresas de alimentos do Brasil, sendo referência em farinha de trigo de uso doméstico e misturas para bolos, além de ser a segunda maior companhia de massas alimentícias do país. A empresa conta com cerca de 3 mil colaboradores em todas as suas unidades e mantém um portfólio que inclui além das marcas Dona Benta e Sol, também Petybon, Brandini e Boa Sorte.
Estiveram presentes na inauguração os secretários estaduais Marcio Nunes (Agricultura e Abastecimento), Norberto Ortigara (Fazenda), Alex Canziani (Inovação e Inteligência Artificial) e Marco Brasil (Indústria, Comércio e Serviços); o chefe da Casa Militar, coronel Marcos Tordoro; os deputados estaduais Cobra Repórter e Jairo Tamura; executivos da J.Macêdo e demais lideranças locais.

