Em 1995, quando Ivete Sangalo cantava "Me Abraça" nos tempos de Banda Eva, o hit se espalhava pelo rádio, pelas fitas e pela repetição infinita dos refrões na avenida. O abraço era, antes de tudo, um gesto de celebração coletiva. Trinta anos depois, a música volta ao centro da folia não como nostalgia, mas como código afetivo.

Um lembrete de que o Carnaval sempre foi sobre proximidade física, emocional e cultural. Ivete entende isso como ninguém. Poucos artistas conseguiram atravessar décadas sem perder relevância na folia, e menos ainda souberam evoluir junto com ela.

Hoje, ela canta para um público mais diverso, mais atento, mais consciente e ainda assim movido pela mesma urgência de estar na rua. A Ivete de 2026 carrega a maturidade de quem já viu o Carnaval mudar por dentro e escolheu mudar junto, sem perder o calor, a entrega e a verdade.

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A releitura de "Me Abraça" ganha vida neste Carnaval com uma versão exclusiva feita para Itaipava: "Itaipava na mesa, desce duas por favor. Minha sede pede, Itaipava é o meu amor". O hit se transforma em trilha da festa, o refrão traduz o espírito da celebração: prolongar a alegria, curtir com intensidade e, ao mesmo tempo, sentir orgulho do que se escolhe para viver a folia.

É nesse ritmo que a Itaipava se conecta à festa — não como interrupção, mas como parte do mesmo pulso que move a rua. Ao longo da folia, a marca reforça mensagens que já fazem parte do vocabulário urgente do Carnaval contemporâneo.