Ivete Bertão leva emoção paranaense à Bienal do Livro
Escritora de Apucarana estreia na Bienal do Rio e celebra conquista em evento marcado pelo título de Capital Mundial do Livro
Foto: Arquivo
Rio de Janeiro —A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro encerrou sua edição de 2025 com um brilho especial. Realizado entre os dias 13 e 22 de junho no Riocentro, na Barra da Tijuca, o evento coincidiu com o ano em que o Rio foi declaradoCapital Mundial do Livropela UNESCO — um feito inédito para uma cidade brasileira. Mais do que uma feira literária, o encontro foi transformado em um verdadeiro “Book Park”, um parque de diversões para amantes das letras, com experiências imersivas, espaços interativos e programação voltada para todas as idades.
No meio de tantos nomes renomados e lançamentos esperados, uma voz vinda do Paraná emocionou visitantes e colegas escritores: Ivete Bertão, autora de Apucarana, marcou presença pela primeira vez na Bienal, expondo seus livros no estande da Editora Sina. A participação foi registrada com exclusividade pelomexNEWS, dentro do quadro “Bate Papo mexNEWS”, no canal da Web Rádio Mex FM no YouTube.
“Eu jamais imaginaria que estaria num evento dessa magnitude, aqui no Rio de Janeiro, com uma editora expondo meus livros. É uma emoção muito grande, gente, muito grande”, declarou Ivete, visivelmente emocionada.
Para Ivete, mais do que uma vitrine para seus livros, estar na Bienal significou o reconhecimento de um sonho cultivado por anos.“É sempre muito importante ter uma editora que apoie a gente e que dê esse espaço. Eu tenho muita gratidão de estar aqui e poder apresentar meu trabalho por uma editora parceira”, contou ela ao lado do estande da Editora Sinna, responsável por levar diversos autores independentes ao evento.
Mesmo em meio aos compromissos com o público e outros autores, Ivete revelou sua empolgação com a programação cultural da Bienal.“Quero dar uma fugidinha para ver o Leandro Karnal no palco Apoteose”, confessou entre risos.“E me parece que amanhã o Cortella vai estar aqui também. Sou apaixonada pelos dois, dois filósofos incríveis.”
Este ano, a Bienal contou com uma ambientação ainda mais inovadora. O conceito deBook Parktransformou o Riocentro em uma experiência sensorial para os leitores: estandes cenográficos, oficinas criativas, áreas temáticas e atividades para crianças ajudaram a ampliar a presença de público — segundo os organizadores, foram mais de700 mil visitantes ao longo dos dez diasde evento.
Destaques da programação:
Quando questionada sobre qual conselho daria a quem sonha em publicar o primeiro livro, Ivete foi direta:
Com um sorriso no rosto e brilho nos olhos, ela completou:“E que o bichinho literário morda vocês, porque depois que ele morde, não tem jeito de voltar atrás.”
Ivete também demonstrou interesse em seguir adiante na jornada dos grandes eventos literários. Já de olho na Bienal de Curitiba, marcada para novembro, a autora promete continuar compartilhando sua produção com mais leitores. “A vontade é muita de participar lá também. Expor meu trabalho, né?”
A história de Ivete Bertão representa muitas outras que atravessam o Brasil em busca de espaço, reconhecimento e conexão com o público. Sua trajetória inspira autores iniciantes e mostra que a literatura feita no interior também pode — e deve — estar nos grandes centros.
Enquanto o Rio celebra seu título de Capital Mundial do Livro, vozes como a de Ivete mostram que o país tem muito a dizer, escrever e, sobretudo, ler.
Cobertura especial:Este conteúdo faz parte da cobertura daBienal do Livro Rio 2025peloPortal mexNEWSe integra o quadro “Bate Papo mexNEWS”, disponível no canal do YouTube da Web Rádio Mex FM.
Fonte:
Arquivo Histórico

