INTRODUÇÃO
A Autorità Garante della Concorrenza E Del Mercato (AGCM), órgão regulador da concorrência na Itália, abriu duas investigações contra a Microsoft, proprietária da Activision Blizzard, por supostas práticas comerciais "enganosas e agressivas" nos jogos mobile Diablo Immortal e Call of Duty Mobile. O foco está em elementos de design que induzem usuários, especialmente crianças, a jogar por longos períodos e realizar compras dentro do jogo.
DESENVOLVIMENTO
Segundo a AGCM, as práticas investigadas incluem estratégias que dificultam a compreensão do valor real da moeda virtual e a venda de pacotes de moeda, potencialmente levando jogadores a gastar quantias significativas sem plena consciência. Os jogos são anunciados como gratuitos, mas dependem de monetização por meio de caixas de loot e cosméticos, com itens que podem custar até US$ 200. A autoridade também examina os controles parentais, pois as configurações padrão permitem que menores façam compras, joguem sem restrições e interajam em chats.
CONCLUSÃO
As investigações destacam a crescente preocupação regulatória com práticas predatórias em jogos free-to-play, que afetam milhões de usuários, incluindo públicos vulneráveis. A ação italiana pode influenciar políticas globais de proteção ao consumidor no setor de games, pressionando empresas a adotarem transparência e salvaguardas mais robustas.

