INTRODUÇÃO
O Irã enfrenta atualmente um dos mais extensos e severos apagões de internet da história moderna. Com mais de 92 milhões de pessoas completamente desconectadas há mais de uma semana, o bloqueio total imposto pelo governo em resposta aos protestos antigovernamentais já ultrapassou 170 horas, superando marcas anteriores do próprio país e se aproximando dos recordes mundiais de duração.
DESENVOLVIMENTO
Segundo Isik Mater, diretora de pesquisa da NetBlocks, empresa que monitora interrupções na web, o atual bloqueio no Irã é o terceiro mais longo já registrado globalmente, atrás apenas dos apagões no Sudão (2021) e na Mauritânia (2024). Zach Rosson, pesquisador da AccessNow, destaca que, considerando a população afetada, o caso iraniano se destaca como um dos "mais abrangentes e rigorosamente aplicados" já observados. O governo do Irã tem histórico de cortar o acesso à internet em períodos de protesto, dificultando o monitoramento externo das manifestações, que, segundo estimativas de grupos de direitos humanos, já resultaram em mais de 2.000 mortes.
CONCLUSÃO
O prolongado apagão digital no Irã não apenas isola milhões de cidadãos, mas também configura um marco preocupante na escalada de controles estatais sobre a conectividade global, reforçando o uso da tecnologia como ferramenta de repressão em momentos de crise política.

